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Conhecimento é poder! Decifrando rótulos franceses

Publicado em: 13 Maio, 2013 por Winetag B.

A máxima de Thomas Hobbes também vale para o mundo do vinho. Uma das maiores dificuldades do consumidor na hora de escolher uma garrafa no mercado ou na loja é entender exatamente o que diz o rótulo. Isso é ainda mais problemático em rótulos dos velhos mundos. Os vinhos franceses são notoriamente confusos neste quesito. Muitas vezes, decifrar quem é o produtor, qual é a região e o que significam as várias classificações e palavras que são jogadas naquele pequeno espaço é uma tarefa difícil até para os mais entendidos.

Uma olhada nas prateleiras e já notamos uma coisa: nem todas as garrafas de vinho mostram as mesmas informações. Enquanto no Novo Mundo as vinícolas buscam inovar no design de seus rótulos, ao mesmo tempo que consegue manter um padrão do que é informação importante, como uva, região, produtor e nome do vinho, no Velho Mundo, particularmente na França, o padrão acaba ficando refém de uma infinidade de leis e regulamentações de Denominação de Origem de cada tradicional região produtora. Por isso, cada região acaba tendo suas próprias classificações e variações. A burocracia acaba por afastar o novo consumidor, que fica intimidado com a complexidade da informação. Mas vamos tentar ajudar um pouquinho nisso.

1- Nome do vinho. No caso dos vinhos franceses, é comum que o vinho receba o nome da própria vinícola, apenas adicionando nomenclaturas extras referentes à qualidade ou qualquer denominação maior que o produtor quiser conferir. Fica em maior destaque na garrafa e é facilmente identificado.

2- Engarrafado na propriedade/na própria vinícola. É comum que vinícolas utilizem espaço e infra-estrutura de terceiros para o engarrafamento dos vinhos ou para outros processos da produção. Alguns produtores fazem questão de indicar que seu vinho foi engarrafado no próprio “castelo” (château = castelo em português).

3- Classificação de qualidade do rótulo. Os nomes e significados variam de região para região. No caso dos vinhos de Bordeaux, Premier Cru ou Premier Cru Classé é a classificação mais alta que uma vinícola pode receber. Grand Cru é a denominação mais alta dos vinhos de Borgonha.

4- Região de origem do vinho.

5- Denominação de Origem Controlada. É a classificação oficial de região de produção do vinho conforme as leis e regulamentações da França.

6- Nome do produtor.

7- Graduação alcoólica.

8- Volume. No caso do rótulo de exemplo, o volume é mostrando em centilitros ao contrário do tradicional 750ml ao qual estamos acostumados.

Vamos ver outro exemplo?

A imagem acima é mais simples, mas contém basicamente as mesmas informações do rótulo anterior. A diferença é que elas estão mescladas.

1- Denominação de origem/região de origem. Beaujolais-Villages é uma classificação intermediária da sub-região de Beaujolais e engloba cerca de 39 vinícolas.

2- Produtor. Neste caso, o rótulo indica no mesmo espaço o nome da vinícola produtora e onde é engarrafado o vinho. Ambos no Domaine Lous Jadot.

3- Graduação alcoólica.

4- Volume.

Note que nenhum dos dois rótulos apresentam informação de uva. Isso porque as denominações de origem francesas também regulam as uvas que podem ser produzidas e utilizadas em cada região. Vinhos de AOC Beaujolais, por exemplo, são feitos majoritariamente com Gamay, a uva mais típica da região. O problema é esperar que o consumidor saiba as tipicidades de cada AOC para decifrar qual uva compõe o vinho.

Os rótulos do velho mundo, principalmente os da França, por conta da grande quantidade e rigor das Denominações de Origem, podem apresentar variações de vinho para vinho. A vontade do produtor de enaltecer certas informações também é responsável por diferenças nos rótulos.

De maneira geral, podemos dizer que os rótulos franceses conseguem ser bem chatos de ler e decifrar. Porém, com o tempo e um pouco de observação, é possível enxergar os padrões. Além disso, como tudo no mundo do vinho, quanto mais bebemos e conhecemos, maior é a nossa capacidade de identificar os elementos dos rótulos com mais facilidade.

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Comentários na WineTag

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César Artur D. disse há 2568 dias às 11:03h:

Esclarecedora matéria. Minha dúvida é: existe algum vinho francês bom abaixo de 80 reais? Já tomei vários e achei todos fracos, sem personalidade...

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Josemar t. disse há 2559 dias às 12:47h:

Olá Cesar, como vai? concordo com você, realmente é muito difícil achar um vinho francês por menos de 100 reais que valha a pena, contudo esta situação está mudando, já consegui encontrar alguns abaixo dessa linha de preço com alguma coisa para oferecer, graças a Deus algumas importadoras enxergaram essa valha e já estão buscando bons produtores franceses com preços acessíveis ao nosso mercado. segue abaixo os links dos que achei por aqui. http://www.winetag.com.br/vinhos/vinho.cfm?vinho=38778-bastide-miraflors-vieilles-vignes-cotes-catalanes-2011 http://www.winetag.com.br/vinhos/vinho.cfm?vinho=31893-chateaux-maillaux-prestige-2008 http://www.winetag.com.br/vinhos/vinho.cfm?vinho=30982-chateau-la-reyne-le-prestige-2007

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Sergio C. disse há 2509 dias às 21:20h:

tente experimentar um Jean Paul 2011

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Sergio C. disse há 2509 dias às 21:20h:

tente experimentar um Jean Paul 2011

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