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As Negras da Alemanha

Publicado em: 20 Junho, 2011 por Hirã S.

Esta foi a forma mais irreverente que encontrei para começar a falar das uvas tintas que são utilizadas pelos germanos. Atualmente, 40% dos vinhedos produzem uvas para vinho tinto e sua popularidade aumentou significativamente nos últimos 25 anos. Hoje, a Spätburgunder (mais conhecida como Pinot Noir) é quase tão popular quanto a segunda variedade mais plantada, a branca Muller-Turghau. Em quarto lugar está a Dornfelder, originária do cruzamento das variedades Helfensteiner e Heroldrebe em 1956, que cede seu suco para um vinho peculiar e saboroso na região do Pfalz. Suas ancestrais foram criadas a partir de outros cruzamentos que carregam na sua árvore genealógica genes de Pinot Noir e uma variedade tirolesa conhecida como Schiava.

As uvas tintas cresceram em importância na Alemanha por volta dos anos 80 quando a busca por cruzamentos mais resistentes ao clima frio desenvolveu variedades que demonstraram potencial de qualidade e singularidade.

Quando falamos em cruzamentos de espécies usamos como referencia o trabalho desenvolvido pelos cientistas alemães. Variedades brancas como a Scheurebe e a Kerner são provas disso. Além da já mencionada Dornfelder, podemos citar outros exemplos de variedades tintas originadas de cruzamentos bem sucedidos. A Cabernet Cubin, variedade da Áustria, também conhecida como Blaunfraenkische, que conseguiu bons resultados no Pfalz e em Württemberg, é um cruzamento entre Cabernet Sauvignon e Lemberger.

Podemos citar também a Regent, uma mistura criada em 1967 das desconhecidas Diana – que por sua vez é também resultado de um cruzamento entre a Müller-Turghau e Silvaner – com a Chambourcin tinta criada nos laboratórios franceses. Alguns anos mais frios reduziram a empolgação das primeiras tentativas, mas as últimas variedades estão usando genes de variedades mongóis resistentes a um inverno muito intenso.

E assim os alemães vão usando todo seu conhecimento e pesquisa para desenvolver variedades que tenham o melhor resultado frente às dificuldades climáticas, mais resistentes a pragas, com um potencial de produção maior e mais adaptáveis a particularidades de cada terroir.

 Para maior familiaridade com as uvas tintas alemã, segue uma relação do que levar em conta na hora da escolha:

Spätburgunder (Pinot Noir)

Quase sempre mostra vinhos leves, às vezes leves demais, porém no Pfalz alguns são surpreendentes e alcançam até 13% de álcool.

Dornfelder

Vinho com mais corpo e especialmente bom no Rheinhessen e no Pfalz.

Portugieser

Uva usada para tintos muito simples que são vendidos localmente. Tradicionalmente acompanha os lanches com as salsichas e charcutaria alemã.

As regiões de Ahr, Baden e Württenberg têm mais tradição na produção de tintos, principalmente feitos com a casta Trollinger (Schiava Grossa) e Lemberger.

Muitas variedades tintas ainda reservam boas surpresas que irão surgindo à medida que a experiência em vinifica-las amadurece entre os alemães. Esperamos curiosos.

Saúde a todos e até a próxima com um pouco mais sobre os vinhos alemães.

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