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Seis tendências e inovações do mercado de vinhos

Publicado em: 10 Maio, 2012 por Rodrigo A.

Se você acha que a indústria do vinho é conservadora, bem... você acertou. Mas isto não significa que não haja inovações no mercado. De diferentes embalagens a novas modalidades de produção, as novidades já estão no mercado. Pois livremo-nos dos preconceitos e vejamos o que é tendência no setor vinícola pelo mundo.

SCREW CAP

Nada mais é que aquela tampinha de rosquear feita de alumínio que a gente costuma encontrar, por exemplo, em vidros de azeite, vinagre e destilados.

Ironicamente, a screw cap foi inventada pelos franceses, que são exatamente um dos povos que mais a rejeita. Isto porque a tampinha ainda enfrenta enorme desconfiança. Por outro lado, é bastante difundida na Austrália e Nova Zelândia. Atualmente, cerca de 70% dos vinhos neozelandeses são fechados com screw cap. Inclusive aqueles excelentes e caros Sauvignon Blancs de Marlborough Valley.

Muitos afirmam que a screw cap não consegue conservar o vinho por muito tempo. Na verdade, os estudos já comprovam que essa tampinha consegue conservar o vinho por mais tempo que a rolha, permitindo menor penetração de oxigênio para dentro da garrafa. Além disso, reduz a zero as chances de o vinho apresentar TCA, conhecido como cheiro de rolha, um dos defeitos mais comuns e que é proveniente da cortiça. Por fim, é mais barata e infinitamente mais prática, pois dispensa o saca-rolhas.

BAG-IN-BOX

Aqui também poderíamos incluir outras formas alternativas de embalagem, como garrafas Pet ou até Tetra Pak. Ao contrário destas, o vidro é frágil e pesado, o que significa dizer que seus custos com transporte são mais elevados.

A bag-in-box é talvez a forma alternativa de embalagem mais conhecida no mundo do vinho, embora ainda sofra grande preconceito em quase todos os lugares, com exceção dos países escandinavos. Devido à maneira que seus povos têm de encarar o vinho como algo simples e prático, nos países nórdicos, cerca de 55% do vinho vendido lá é embalado em bag-in-boxes.

É verdade que ainda não faz sentido armazenar grandes vinhos numa “sacola”, mas ela pode ser uma forma inteligente para armazenar aquele vinho do dia a dia, que certamente ficará mais barato e poderá aguentar por pelo menos duas semanas antes de oxidar, o que é impossível de conseguir com as garrafas convencionais. Essas bolsas, por outro lado, contam com um sistema simples que dificulta a entrada de ar enquanto se serve o vinho.

MÍDIAS SOCIAIS

Conforme já visto em artigo anterior, a web e as redes sociais formam um importantíssimo pilar para o vinho. As mídias sociais são primordialmente uma maneira de se compartilhar as experiências e – por que não? – fazer recomendações. Fan pages e contas no Twitter dedicadas apenas ao vinho já não são novidade e exercem importante influência. Prova disto são as atuais manifestações que estão ocorrendo no Facebook e Twitter a respeito da proposta de salvaguardas para vinhos importados. São críticas e até propostas de boicote aos que apoiam tais medidas, tudo nascendo a partir das redes sociais.

VINO-LOK

Também chamada Vino-Seal, é uma outra alternativa à rolha de cortiça. Trata-se de uma tampa de vidro com uma fita de borracha bem fina que funciona como vedação. São mais baratas, bonitas e integram-se bem ao vidro da garrafa. Estão ganhando notoriedade a cada dia e já estão sendo adotadas por muitos produtores, especialmente alemães e austríacos.

MENOR TEOR ALCOÓLICO

Lembra da onda de vinhos com catorze, quinze por cento de teor alcoólico surgida há alguns anos? Pois agora o quadro está se invertendo. Isto porque está crescendo a opção por vinhos com menos quantidade de álcool. O que acontece é que o consumidor percebeu que, além de “subir” mais rápido, o álcool em excesso também esconde aromas e sabores no vinho. Isso sem contar as questões de saúde, que incluem consumir menos álcool. O que farão agora os produtores da Costa Oeste dos EUA e da Austrália, com seus Shiraz com 15° de álcool? E o que dizer dos fortificados, como Porto, Xerez, Madeira...?

VINHOS ECOLÓGICOS

Talvez este não seja o termo correto para classificar “orgânicos”, “biodinâmicos” ou “naturais”. O objetivo aqui tampouco é explicar as mínimas diferenças entre os três conceitos. De maneira bastante simplificada, pode-se dizer que são vinhos elaborados com impacto mínimo ao meio-ambiente e pouco ou nenhum aditivo (leia-se anidrido sulfuroso).

O importante é que vinhos com uma menor pegada de carbono estão sendo cada vez mais bem vistos, mesmo que, por razões óbvias, sejam mais caros que os convencionais.

No Brasil já surgem os primeiros sinais de um novo nicho de mercado: tem-se notícia de importadores e restaurantes que estão trabalhando quase que unicamente com vinhos ecológicos.

Na Europa – em especial na França – esta onda é tão forte que já surgiu a velha e conhecida rivalidade entre os produtores europeus, mas desta vez entre orgânicos, biodinâmicos e naturais. Uns criticando os outros. Os orgânicos fazem piadas com as crenças nas forças da natureza e dos astros que têm os biodinâmicos. Estes, por sua vez, criticam os primeiros pela falta de fé e os naturais pela suposta inconsistência entre uma garrafa e outra. E os naturais se defendem dizendo que esse sim é o vinho verdadeiro e puro.

Essas são apenas algumas (e talvez as mais interessantes) das tendências no mundo do vinho atualmente. O que você pensa delas? Concorda que também pode haver grandes vinhos fechados sem cortiça? Tomaria seu vinho preferido direto de uma sacola? E aceitaria desembolsar mais em nome do meio-ambiente? Deixe seu comentário e opinião abaixo!

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Comentários na WineTag

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André P. disse há 895 dias às 16:08h:

Bem legal! Tenho camisinhas de 2 vinhos da capado artigo, hehehe! Este ano, vi também na ExpoVinis uma empresa que está trazendo vinhos em caixas de suco, e frisantes em latinhas tipo cervejas! Tirei algumas fotos.. São bem legais!!!!

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Bruno N. disse há 894 dias às 09:42h:

eu sou a favor da praticidade, então fico com a rosca de aluminio e com a bag-in-box. Tenho certeza que em nada muda a qualidade do vinho! Seria otimo se vendessem vinhos com esta embalagem aqui, iria ser mais facil de guardar.

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Hilana V. disse há 894 dias às 11:09h:

Ih ficou muito legal a foto do Ciao! As latinhas são muito legais. Confesso que ainda nao me acostumei com o vinho na caixinha de suco, mas as tendencias expostas no artigo acho super legais!

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Úrsula B. disse há 894 dias às 11:43h:

Muito bacana as novidades. Acho super válido e concordo que tudo tem que se modernizar para atender as necessidades da vida moderna, apesar de ser a favor dos produtos mais tradicionais em determinados momentos.

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Maria Isabel M. disse há 894 dias às 12:10h:

Adorei o artigo! Muito interessante as explicações sobre quais os países mais ou menos adeptos às novidades.

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César disse há 894 dias às 16:30h:

Não vejo como se pode fazer uma micro-oxigenação como a da rolha com uma tampa de rosca ou vidro. Primeiro falavam que utilizar rolha não era “ecológico”, agora que todos sabem que é um material sustentável e “ecológico” falam que se pode conseguir os mesmos resultados com rosca. Acredito que esta campanha contra a rolha é porque existem poucos países produtores e é um material mais caro, porém é sustentável, “ecológico” e na minha opinião insubstituivel para grandes vinhos. Outro ponto são os vinhos fortificados, para quem está realmente dentro do mundo dos vinhos sabe que este é um mundo a parte. Não se pode comparar vinhos de Jerez, Porto, etc. com vinhos finos.

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Fernando a. disse há 883 dias às 01:29h:

Muito Bom, adorei a matéria

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MARCUS V. disse há 811 dias às 12:40h:

Essas tendencias tira todo o charme de abrir um vinho.

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