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Curiosidades: Vinhos de Sobremesa da Espanha

Publicado em: 01 Novembro, 2012 por Euclides P.

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Embora ainda não tão famosos pelo Brasil quanto os espumantes, tanto em produção quanto em consumo, os vinhos de sobremesa ganham, felizmente, cada vez mais espaço na mesa do consumidor, que está expandindo seus horizontes na bebida. Este tipo de vinho é uma tradição de diversas regiões vinícolas no mundo, e a Espanha é um dos países de maior referência quando o assunto é vinho doce.

Ainda que mais conhecida por seus vinhos secos, como os finos de Jerez ou os tintos da Rioja, a Espanha tem uma tradição gloriosa no que diz respeito a vinhos doces. Quinze denominações de origem espanholas os elaboram. Entre elas, apenas Montilla-Morilles no sul e Navarra no norte não são mediterrâneas.

Alguns dos mais tradicionais são os “vinhos de montanha” malaguenhos (Moscatel de Málaga), o Alicante doce, o Jerez Pedro Ximenez, bem como os menos citados Banyalbufar de Mallorca e o Tostadillo de Rivadavia.

Diferentemente dos botritizados de Sauternes e de Tokaji, de climas frescos, a maior parte dos vinhos de sobremesa da Espanha vêm da orla mediterrânea, ensolarada e quente, com vocação natural para a supermaturação das uvas. Muitos destes vinhos são feitos com técnicas ancestrais, inclusive a passificação (de passas) em esteiras ao ar livre, processo que consiste em desidratar as uvas para aumentar a concentração de açúcar.

O próprio Jerez Pedro Ximenez, da Andaluzia, é um exemplo extremo deste processo. O vinho é produzido a partir da uva do mesmo nome, é denso e apresenta teores de açúcar residual que chegam a impressionantes meio quilo por litro. Evidentemente, não é para diabéticos nem para candidatos a tal.

A única denominação espanhola dedicada especificamente a vinhos doces é Málaga, onde impera a Moscatel pacificada, que origina vinhos de sobremesa deliciosos. Já o Alicante doce, conhecido localmente como “fondillón”, é elaborado com a Monastrell supermadura, usando leveduras autóctones e envelhecendo por dez anos na mesma barrica ou pelo processo de solera.

Longe de tentar esgotar o tema, não nos esqueçamos de que a Catalunha elabora vinhos de sobremesa a partir da Garnacha Blanca em Tarragona, Penedès e Montsant, e que em Sitges (lê-se “sírres”), uma bela localidade marítima de Tarragona, a uva histórica é a Malvasia, com seu caráter fortemente aromático.

Uma curiosidade a mais: segundo a revista Spain Gourmet Tour, uma fonte confiável, distribuída pela “Oficina Económica y Comercial de Espanha”, a Malvasia de Sitges é a mesma Malvasia de Lípari, da Sardenha e da Croácia. Vivendo e aprendendo.

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