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Nomes Italianos na Vinicultura Argentina

Publicado em: 09 Junho, 2010 por Euclides P.

Pode-se dizer que a vinicultura argentina é uma criação italiana. Realmente, não somente foi a imigração italiana do século dezenove que deu origem à maior parte dos vinhedos de Mendoza e San Juan como também foi obra de um italiano - o engenheiro Cesare Cipoletti - seu sistema de distribuição de água que permitiu o cultivo no deserto. O nome do engenheiro foi imortalizado no Dique Cipoletti, no Rio Mendoza, perto do qual se ergue uma estátua em sua homenagem.

UMA HISTÓRIA RECENTE - No período encerrado em 1990, da produção volumosa de vinhos populares para consumo interno, o nome de destaque era o do empresário portenho de ascendência italiana Hector Greco (1928 – 1988). E a renovação e desenvolvimento dos anos noventa está ligada, por exemplo, a Nicolas Catena, neto de italiano.

Não é de se estranhar, por isso, que tantos sobrenomes ligados à atual vitivinicultura argentina - alguns deles como Zucardi, Tittarelli, Canale, Rutini bem conhecidos no Brasil - tenham origem italiana.

Visando o conhecimento dos compradores de vinhos sulamericanos, vale a pena dar um passeio de “A” a “Z” por esses nomes que emplacaram na Argentina.

ANTONIETTI - é o nome da vinícola familiar de Andrés Pedro Antonietti Filippini, esposa e filhos, de San Martin, província de Mendoza. Dispõe de 10 hectares de vinhedos próprios em Maipu e em San Martin além de contratos de produção de mais 14 hectares em Luján de Cuyo e Maipu. Seus vinhos de destaque são o Gran Guarda Malbec e o Gran Guarda Corte. Os visitantes podem visitar a antiga casa familiar erguida em 1912 em San Martin pela familia Antonietti, com jardins e adega.

BIANCHI – Fundada em 1828 por Valentin Angel Bianchi, a bodega Valentin Bianchi localiza-se em San Rafael, ao sul de Mendoza e conta com vinhedos nas “fincas” Doña Elsa, Asti e Lãs Paredes. Sua capacidade de estocagem atinge inacreditáveis 20 milhões de litros. Conta entre seus inúmeros exemplares com o Enzo Bianchi Grand Cru, o Particular Malbec e o Valentin Bianchi Cabernet Sauvignon.

CASSONE - A bodega da Familia Cassone foi criada há pouco mais de dez anos pelo médico Eduardo Cassone, sua mulher Florência e seus filhos. Dispõe de vinhedos em Agrelo e Mayor Drumond (Luján de Cuyo) e em Maipu. Entre seus vinhos o Chardonnay La Florência e o tinto Malbec Obra Prima.

GRAFFIGNA – Nome de destaque na vinicultura tradicional da Argentina, as Bodegas y Viñedos Santiago Graffigna situam-se na localidade de Desemperados, província de San Juan. Conta com vinhedos sanjuaninos em Tulum, Zonda, Calingasta e no vale de Pedernal, a 1000 metros de altitude. Tem na Syrah e na Malbec suas uvas tintas de destaque enquanto que a Pinot Gris proporciona um branco simples e agradável.

PULENTA – A tradicional família Pulenta conta hoje, separadamente, com duas bodegas de destaque: a CAP Vistalba, de Carlos Pulenta, em Vistalba, e a Pulenta Estate, de Hugo e Eduardo Pulenta, em Alto Agrelo, ambas no município de Luján de Cuyo. Enquanto Carlos conta com 50 hectares de vinhas velhas na Finca Vistalba, Hugo e Eduardo dispõem de 135 hectares em Alto Agrelo. São conhecidos os Corte A, B e C de Carlos Pulenta e os Gran Corte, Gran Malbec e Grand Cabernet Franc da Pulenta Estate.

 

RUTINI – A vinícola Rutini, fundada em 1885 por Felipe Rutini, é das mais prestigiadas da Argentina. Localiza-se em Coquimbito, Maipu e conta com vinhedos em Tupungato, Rivadávia, Maipú, Altamira e La Consulta. Uma empresa gigantesca renovada nos anos 1990, vende 7 milhões de garrafas por ano no mercado internacional, entre eles o Rutini Malbec e o Antologia.

TITTARELLI – listada entre as mais antigas bodegas argentina, a Titarelli foi criada em 1915 por Enrico Tittarelli pouco depois de chegar da Itália. Conhecidos entre nós são seus vinhos da série Finca El Retiro (El Retiro Barrica, El Retiro Reserva, El Retiro Línea Especial).

TOSO – Tendo chegado à província de Mendoza o imigrante piemontês Pascual Toso fixou-se na localidade de Guaymallén onde deu início à sua vinícola em 1890. No século vinte a família estendeu sua propriedade para Maipú, na área conhecida como Barrancas onde se localiza atualmente a vinícola, contando com 346 hectares de vinhedos e uma capacidade de produção anual de sete milhões de litros. Entre seus rótulos incluem-se o Toso Reserva Malbec, o Single Vineyard Finca Pedregal e o Magdalena Toso. Em 2001 a bodega Toso contratou os serviços do enólogo Paul Hobbs para assessorar a renovação e o desenvolvimento da propriedade.

 

ZUCCARDI – bem conhecidos no Brasil, os vinhos da Família Zuccardi passaram a ser elaborados em 1963 quando o Engenheiro Alberto Zuccardi resolveu implantar em um terreno de Maipu, um sistema de irrigação que ele próprio havia desenvolvido. Os Zuccardi são pioneiros na Argentina na experimentação com Viognier e Bonarda e com a ainda desconhecida Caladoc. Dispões de 700 hectares de vinhedos entre Maipu, Santa Rosa e o Valle de Uco. São bem conhecidos seu vinhos Malbec e Tempranillo da Linha “Q” e mais recentemente o Zuccardi Zeta (linha “Z”).

Poderíamos nos estender por um sem número de outros sobrenomes como Canale, Senetiner, Sottano, os Basso (da Viña Amália) ou os Altieri (da Vinorum) ou os Tirasso (da Santa Ana). Mas fiquemos por aqui com a promessa de novas incursões pelo mundo do vinho argentino, em plena ascensão no mercado brasileiro.

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