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O Uruguai no Mundo do Vinho

Publicado em: 09 Julho, 2010 por Euclides P.

O volume de vinhos produzido no Uruguai ainda pouco representa em termos internacionais. Em 2006, por exemplo, contra uma produção total no mundo de 24 bilhões de litros, as vinícolas uruguais não elaboraram mais de que 93 milhões ou seja próximo de 0,4 porcento do total.

Uma razão para isso é que o Uruguai é uma espécie de irmão caçula na vitivinicultura do Cone Sul. Outras razões, mais recentes, vieram dos problemas de carater econômico que o país vizinho enfrentou por volta de 1995 que levou os uruguaios a consumir bebidas com preço mais em conta, num país em que as exportações não representam nem 10% das vendas.

Isso não significa porém que o país vizinho não esteja alcançando níveis qualitativos e renome internacional apreciáveis neste início de milênio. Basta destacar que as exportações uruguaias de vinho passaram de um milhão de dólares FOB em 1997 para cerca de dez milhões em 2007. Ao Brasil destinaram-se 35% dessas exportações.

Aproveito-me de uma apresentação muito bem feita pelas Bodegas Carrau, para chamar a atenção de uma realidade que, pelo menos assim penso, é pouco divulgada e menos ainda conhecida.

Chama atenção o fato de que os uruguaios são o nono maior consumidor mundial de vinhos per capita – 31,5 litros anuais por habitante - atrás dos paises consumidores europeus e emparelhando-se com a Argentina, mas na frente, por exemplo, de paises produtores como o Chile e o Brasil, a Nova Zelândia e a África do Sul.

Lembremo-nos de que a produção uruguaia de vinhos provém de vários “departamentos” a saber, Canelones e Montevidéu na área metropolitana; Colonia e San José a leste, nas margens do Rio da Prata; Paissandu, Salto e Artigas a noroeste, beirando o Rio Uruguai e Rivera ao norte, na fronteira com o Rio Grande do Sul.

As diferenças de importância entre tais departamentos são gritantes: enquanto Canelones, próxima da capital, conta com 164 empreendimentos vitivinícolas, San José, a mais simples tem apenas 12. As diferenças repetem-se em termos de volume: Canelones e Montevideu somados elaboram 80% do vinho uruguaio. O restante se divide entre 47 propriedades menores situadas nas demais regiões.

 

As possibilidades de notável progresso nos próximos anos está centrada na vocação vitivinícola do país. Situado entre os paralelos 30 e 35 sul o Uruguai dispõe de condições como a de outros paises vitoriosos no mundo do vinho, situados geograficamente na mesma faixa, como Chile e Argentina, Ausrália e Nova Zelândia. Solos permeáveis, com boa drenagem, e terrenos discretamente ondulados com solos argilo-calcários pouco profundos completam o quadro.

Além disso o Uruguai tem, como sabemos, uma uva emblemática, a tinta Tannat, que encontrou ali seu habitat ideal, alcançando índices de antocianinos e de polifenóis tres vezes maiores que a Cabernet Sauvignon.

Embora a divulgação de vinhos uruguaios entre nós – refiro-me ao que vejo no Rio e deduzo o que seria em São Paulo e outras regiões brasileiras que consomem vinho – ainda seja tímida, já podemos dispor dos mesmos para conferir, a preços em geral bastante bons pois diversas importadoras os inclui em seus catálogos, com indicado parcialmente a seguir.

A World Wine dispõe dos vinhos Catamayor, da Bodegas Castillo Viejo, de San José, branco Viognier, tinto Cabernet Franc e tinto Tannat Reserva, além do El Preciado Gran Reserva.

A Mistral sempre exibe orgulhosamente os brancos, rosados e tintos da Pisano, que considera o maior nome do Uruguay. Torrontés e Chardonnay, Tannat, Syrah e Pinot Noir entre muitos, inclusive os de sobremesa.

 

Os departamentos de Canelones e Montevideu estão representados na Decanter, respectivamente, pelas bodegas Filgueira (Sauvignon Blanc, Chardonnay, Tannat, Syrah, Merlot...com assessoramento de Pascal Marty) e Bouza (em Las Violetas e Melilla, incluindo Chardonnay, Albariño, Tannat, Merlot e o top Monte Vide Eu).

A Cantu representa a Viña H. Stagnari (de La Caballada, em La Puebla) cujo Dayman já foi incluido entre os melhores Tannats do mundo.

Last but not least vamos incluir a Bodega Pizzorno, de Canelón Chico, cujo branco da Sauvignon Blanc e tintos da Tannat e da Pinot Noir nos são trazidos pela Importadora Grand Cru por preços na faixa de 38 a 87 reais a garrafa.

Em termos de vinhos, os uruguaios já estão falando português...

Confira alguns nomes de vinhos uruguaios em:

http://www.winetag.com.br/vinhos/index.cfm?pais=13&sobre=pais

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