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Douro e sua região demarcada

Publicado em: 09 Setembro, 2010 por Viavitis C.

A Região Duriense é uma das mais importantes e antigas Regiões Demarcadas do mundo, sendo conhecido o seu incremento no período da ocupação romana.

Em 1756, dando início à demarcação da Região do Douro, o Ministro do Rei D. José, Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde tornado Marquês de Pombal, criou a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. A legislação pombalina esteve assim na base de uma política de defesa da qualidade, que muito prestigiou o vinho da região e, posteriormente permitiu a criação da denominação “Vinho do Porto”, conhecida, respeitada e apreciada em todo o mundo vinícola.

 

Com o intuito de assegurar a defesa da denominação “Vinho do Porto” e fazer respeitar as denominações a nível internacional, João Franco, primeiro ministro de D. Carlos, demarca novamente a região em 1907, sendo posteriormente revista e alterada em 1921, mantendo-se até então. A área geográfica correspondente à Denominação de Origem Controlada Douro (DOC Douro) é, deste modo, a mesma que se encontra demarcada para a produção do Vinho do Porto. Esta região, rica em micro-climas como consequência da sua acidentada orografia, divide-se em três sub-regiões – Baixo Corgo, a oeste, Cima Corgo, ao centro e Douro Superior, a leste, produzindo cada uma delas vinhos com características e especificidades próprias.

 

O melhor vinho do Porto é feito nas encostas mais áridas e próximas do rio, enquanto os vinhos de mesa são produzidos nas encostas mais frescas. A Região do Baixo Corgo, outrora considerada a melhor região para a produção do Vinho do Porto, revela melhores condições para a produção de vinho de mesa. Na zona do Pinhão (Cima Corgo) os bagos de uva atingem maior concentração de açúcar, sendo uma área considerada perfeita para a produção dos vintages. Os vinhos brancos, espumantes e o generoso Moscatel provêm das regiões mais altas de Cima Corgo e Douro Superior.

Os vinhos brancos são leves, frescos, ligeiramente acídulos e muito aromáticos, com refrescantes aromas a fruta (cítricos e outros frutos de árvore) e florais. Já os brancos de guarda apresentam boa intensidade aromática e boa complexidade e geralmente fermentam ou estagiam em madeira, apresentando nesses casos uma cor dourada e aromas tostados e de fruta tropical. No palato são cheios e persistentes. A maioria destes vinhos ostenta a designação Reserva e Grande Reserva.

Os tintos são ricos em cor e aroma, aveludados e agradáveis ao sabor. Possuem boa quantidade de taninos, que lhes permite envelhecer nobremente.

Até a próxima coluna com mais uma região portuguesa. Alguma sugestão? Deixem seus comentários!

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Comentários na WineTag

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Rodrigo A. disse há 3081 dias às 14:09h:

Ines, já que você falou do Porto, sugiro que a próxima coluna seja sobre um outro fortificado português e bem menos conhecido: o Madeira. Como seria sua produção? Ele é melhor ou pior que o Porto? Como acho que esta última pergunta não tem resposta, por que, então, o Madeira não possui a mesma notoriedade que possui o Porto?

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João P. disse há 3081 dias às 14:21h:

Gostei da sugestão, boa!

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Inês C. disse há 3081 dias às 16:32h:

Combinado, para a próxima semana farei a vossa vontade!! :O)

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Bruno N. disse há 3080 dias às 14:03h:

para mim vinho madeira sempre foi + um ingrediente de gastronomia do que para degustaçao e dificilmente voce ve diferentes vinhos no mercado. Geralmente apenas um produtor.

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Inês C. disse há 3060 dias às 14:06h:

A propósito deste artigo, referente à Denominação de Origem Douro e dos seus vinhos, gostaria que entrassem neste link: http://blog.viavitis.com.br/2010/10/08/fraudes-a-denominacao-de-origem-vinho-do-porto/

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