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O Vinho do Porto - Um vinho com História

Publicado em: 11 Março, 2011 por Inês C.

A história da cultura da vinha no Alto Douro é muito antiga. Diversas descobertas arqueológicas e referências documentais testemunham a persistência da cultura vitivinícola da região, que recua aos primeiros séculos da nossa era. Porém, a designação de Vinho do Porto surge apenas na segunda metade do séc. XVII, época em que foi descoberto pelos comerciantes ingleses, que espalharam a sua fama por todo o mundo.

Uma das lendas sobre a origem deste vinho remonta exatamente a este século e relata que monges de um mosteiro da região de Lamego adicionavam aguardente vínica ao Vinho do Douro. Porém, o que a História registra é que até cerca de 1756, a aguardentação só tinha lugar depois de terminada a fermentação, obtendo-se assim vinhos secos. Apenas em 1820 surge o processo de aguardentação chamado “moderno”, altura em que se passou a interromper a fermentação com a junção da aguardente vínica no mosto, dando resultado a um vinho doce. Desde então, o Vinho do Porto não parou de ganhar consumidores e novos mercados, verificando-se atualmente um consumo anual de cerca de 120 milhões de garrafas a nível mundial.

O Vinho do Porto, na sua melhor expressão, não se trata apenas de um vinho que se pode adaptar a diferentes ocasiões ou experiências, mas de autênticas obras de arte que muito calmamente deverão ser apreciadas. O resultado final não é um Porto, mas vários Portos, com cores que vão do branco ao retinto e com sabores muito variados. Apresenta-se com diferentes características, consoante as colheitas utilizadas e os anos de envelhecimento, assumindo diversas designações como Vintage, Late Bottled Vintage (LBV), Colheita ou Reserva, Tawny, Ruby, Tawny com indicação de idade (10, 20, 30 ou mais de 40 anos) ou Aged Tawny, Vintage Character – “Ruby Superior”, Crusted, entre outras.

 Acompanham muito bem as mais diversas elaborações à base de chocolate, toffee, coberturas e pudins. Os mais untuosos e opulentos combinam divinamente com sobremesas cobertas com creme ou feitas à base dele, como é o caso do créme brûlée. Contudo, o grande desafio consiste na combinação da doçura em pratos ou alimentos salgados, como é o caso do foie gras ou dos queijos de veio azul, como o roquefort, blue cheese, stilton ou gorgonzola.

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Comentários na WineTag

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vinicius s. disse há 2812 dias às 21:42h:

Muito bom texto. Adoro os vinhos do Porto.

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João P. disse há 2811 dias às 12:43h:

Adoro vinhos do Porto também, principalmente pq sempre remete à boas lembranças: Datas especiais, comemorações...

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PEDRO D. disse há 2809 dias às 12:35h:

Gosto muito de Vinhos do Porto. Tomo um cálice à noitinha todos os dias Meu Pai como bom filho de Português, molhou minha chupeta com "Lagrima Cristi" logo após meu nascimento. Lógico, fiz o mesmo com o meu Filho.

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