Quinta do Crasto

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baseado em 1 avaliações

País: Portugal

Região: Douro

Endereço: Gouvinhas,
Sabrosa , Cep:5060-063
Telefone: +351 254 920 020
E-mail:

Sommelier:

Chef executivo:

de

A formação da actual Quinta do Crasto, com casa de habitação, lagares e adegas, ocorreu no século XVII. Ainda há poucos anos, podia ler-se no portão de entrada, entretanto substituído, a inscrição «Quinta do Crasto 1615-1918», em que a primeira data memorava o tempo mítico da sua fundação. Se as origens da Quinta do Crasto permanecem obscuras, como acontece com a maioria das quintas antigas do Douro, é indubitável a sua formação nesse tempo, em que esteve na posse de famílias fidalgas de Vila Real e de Ansiães, aliadas pelo matrimónio de D. Maria de Sampaio com o morgado de Carrazeda, André Fernandes de Magalhães, casal que construiu e vinculou, em 1666, a capela de Nossa Senhora do Amparo, num dos pontos altos da quinta. Na primeira região demarcada e regulamentada do mundo A Quinta do Crasto foi vendida ao capitão João Vieira, do Porto, em 1696, numa época de crescimento das exportações de vinhos generosos do Douro para Inglaterra. Na geração seguinte, por volta de 1730, entrou na posse dos fidalgos portuenses Pacheco Pereira, com vastas propriedades na cidade e na região duriense. Após a crise comercial de meados do século, que levou à intervenção do Estado, com a instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756, e a criação da primeira região vitícola demarcada e regulamentada do mundo, a Quinta do Crasto foi incluída na zona de produção mais qualificada. Manter-se-ia ainda durante um século e meio na posse dos Pacheco Pereira, entretanto unidos pelo casamento aos Sottomayor, fidalgos de Viana. Em 1918, quando comprou as quintas do Crasto e da Sobreira às irmãs Maria Cândida e Maria Adelaide da Cunha Sottomayor de Abreu Gouveia, esta casada com o poeta António Correia de Oliveira, Constantino de Almeida era já um nome prestigiado no comércio de vinhos do Porto. Ainda nesse ano, associou a mulher e os cinco filhos à sua casa comercial, cuja denominação social alterou para Corporação dos Vinhos do Porto Constantino d’Almeida. Com o mesmo sentido de futuro, dedicou o final da sua vida à recuperação da Quinta do Crasto, investindo na replantação das vinhas devastadas pela filoxera e na construção ou reconstrução de adegas e habitações. Constantino de Almeida faleceu em 1922, mas a viúva e os filhos deram continuidade à empresa e à exploração das suas quintas. Logo em 1923, criaram a Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto, confiando a administração a Fernando de Almeida. A relação umbilical entre a casa comercial, que em 1927 adoptou a designação de Sociedade dos Vinhos do Porto Constantino, e a quinta perdurou ao longo de quase quatro décadas. Nesses tempos difíceis, entre os anos vinte e o pós-II Guerra, a Constantino era uma das maiores casas exportadoras de vinho do Porto, em que incluía a marca Crasto. Comercializava também outros vinhos, além do emblemático «Brandy Constantino: a fama que vem de longe!». Mas o acumular de dificuldades financeiras e a dispersão das quotas da empresa por muitos descendentes do fundador levaram à cedência do controlo accionista à casa Ferreirinha, em 1958. A Quinta do Crasto continuaria na posse dos sucessores de Constantino de Almeida. Nos anos oitenta do século XX, iniciou uma nova fase da sua história, quando a filha de Fernando de Almeida, Leonor Guedes de Almeida, e seu marido, Jorge Roquette, adquiriram as quotas de diversos membros da família e lançaram um projecto de modernização vitícola, para produção e comercialização directa de vinhos de qualidade, como produtores-engarrafadores de vinhos do Porto e Douro. Além disso, a adega do Crasto guardava um precioso stock de vinhos do Porto das melhores vindimas. Na década de 1990, os vinhos da Quinta do Crasto suscitaram o acolhimento entusiasta dos consumidores, que superou todas as expectativas e estimulou grandes investimentos de expansão vitícola, com novas plantações e aquisição de outras quintas e vinhas, e de modernização do centro de vinificação e dos armazéns. Actualmente, a Quinta do Crasto possui cerca de 200 hectares de vinhas, o que a situa entre os dez maiores produtores do Douro, com quase um milhão e meio de garrafas de um fabuloso portfólio de vinhos DOC Douro e Porto por ano, comercializados em mais de 40 países, nos quatro cantos do mundo. Celebrados pela enofilia mundial mais exigente, os vinhos da Quinta do Crasto acumularam, nos últimos vinte anos, uma invejável colecção de prémios e distinções entre os melhores vinhos do mundo. Desde 2012, a quinta passou também a investir no enoturismo, em complementaridade com a actividade vitivinícola.


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Avaliações de Quinta do Crasto

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09/04/2013 Primeiro Avaliador Avaliado pelo Celular
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